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título. mini-museu

data. 2024

local. Brasil / Argentina

Projeto de intervenções artísticas urbanas com obras interativas de pequeno formato, criado pelos artistas Fábio Abbud e Ana Flor.

 

O mini-museu é um conjunto de micro ambientes com manifestações artísticas que dialogam com os espaços urbanos, ao passo que repensa as mídias e suportes de arte contemporânea. Por princípio é uma manifestação de democratização do acesso à arte. Como finalidade, busca apresentar reflexões sobre o mundo contemporâneo por meio da linguagem artística.

 

As pequenas existências representam fatos sociais relevantes na visão do artista, dos quais debates tradicionais não deram conta de superar suas injustiças e que a arte pode contribuir para sua síntese. A primeira é da ativista Ruby Bridges, a primeira criança negra a estudar em uma escola primária caucasiana, em Louisiana/EUA, durante o século XX.

 

As caixinhas são coloridas com cores saturadas e contrastantes, uma referência às habitações populares, como as casas simples que são maioria na pequena cidade onde o artista mora, no interior do Rio Grande do Sul. O colorido e a simplicidade do mini-museu são contrapontos à monumentalidade dos museus formais e das casas coloniais sóbrias que dominam a patrimonialização no sul do país.

O mini-museu propõe uma surpresa para quem o encontra no fluxo da vida cotidiana, principalmente à noite, quando ele se auto ilumina.

A série apresenta uma investigação sobre a estética da solidão, uma perspectiva reflexiva na qual o ato de desvendar a obra é uma manifestação do próprio trabalho. A solidão não é um estado exclusivamente humano, nem um ato eminentemente negativo. As obras oferecem uma experiência imersiva que desafia as percepções do espectador e incitam a reflexão sobre a natureza da solidão. Um mini-museu encontrado pretende ser um contato poético, uma dose de fantasia e reflexão. A realidade se reveste de uma forma fantástica, um museu inusitado que não dialoga exclusivamente sobre a história, mas que provoca no espectador a curiosidade para uma mediação particular, pela articulação do corpo, na tentativa de desvendar o interior dessa instituição que enreda histórias, alegorias, memórias e fantasias. Um pescador que o caniço e o anzol esperam pelo peixe no balde. O barco de papel que navega solitário, a fogueira que é fresta. São alegorias subjetivas, que provocam a percepção.

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